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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Divulgadores da Telexfree recorrem ao 



Supremo contra suspensão


Grupo do Paraná quer retomada de atividades suspensas pela Justiça.
Empresa é investigada por suposto esquema de pirâmide financeira.

Débora SantosDa TV Globo, em Brasília
132 comentários
Um grupo de divulgadores da empresa Telexfree, no Paraná, recorreu nesta terça-feira (9) ao Supremo Tribunal Federal pedindo a retomada das atividades da empresa que estão suspensas desde junho, por decisão da juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, no Acre.
A empresa está sendo investigada pelo Ministério Público em vários estados, por suspeita de operar um esquema de pirâmide financeira, considerado crime contra a economia popular. Segundo o MP, a Telexfree utiliza como “disfarce” um tipo de estratégia empresarial conhecido marketing multinível, quando ocorre a distribuição de bens e serviços e divulgação dos produtos por revendores independentes que faturam em cima do percentual de vendas.
Os divulgadores afirmam que a decisão da Justiça do Acre fere seu direito “líquido e certo” de receber pagamentos da empresa, de acordo com os contratos firmados. Outro argumento é de que a Telexfree “honra com seus compromissos” e não há provas de que tenha cometido qualquer irregularidade.
Para o grupo, a suspensão total das atividades é injustificada e seria suficiente apenas impedir o cadastramento de novos contratantes ou nomear um interventor.
“Os danos enfrentados pelos impetrantes [divulgadores] e demais contratantes da empresa pela malsinada decisão judicial são de difícil, senão impossível reparação, prejudicando sobremaneira a esfera patrimonial e reputação dos impetrantes, como da própria empresa”, afirma o grupo de divulgadores.
Em caráter liminar, o grupo do Paraná pede a suspensão da decisão da Justiça do Acre e, no mérito, quer que seja derrubada a proibição de a empresa atuar. Eles pedem ainda que sejam admitidos como parte no processo todos os divulgadores e franqueados da Telexfree no país. 

BBom: contas são bloqueadas pela Justiça por suspeita de pirâmide

Foram congelados R$ 300 milhões, segundo procurador; pagamentos dever ser suspensos

Vitor Sorano - iG São Paulo  - Atualizada às 
Reprodução
Empresa-mãe não tem aval da Anatel para vender rastreador
A BBom teve as contas bloqueadas pela Justiça Federal por suspeita de ter constituído uma pirâmide financeira. A liminar – decisão temporária – foi expedida nesta quarta-feira (10). A empresa, que tem cerca de 300 mil associados, é a segunda a ter as transações financeiras suspensas por esse motivo nas últimas 3 semanas. 
Ao todo,  foram congelados R$ 300 milhões e a transferência de quase cem carros, dos quais duas Ferraris, um Rolls Royce e quatro Lamborghinis, segundo o procurador  da República Helio Telho, um dos responsáveis pela ação.
Os pagamentos aos associados – como são conhecidos os revendedores da BBom – devem ser prejudicados pela medida, afirma Telho.
A decisão atinge as contas da Embrasystem, que usa os nomes fantasias BBom e Unepxmil, e da BBrasil Organizações e Métodos LTDA, bem como os bens dos sócios proprietários de ambas.  
Em entrevista ao iG , o diretor da BBom, Ednaldo Bispo, afirma não ter tido ainda acesso à decisão, mas nega irregularidades e diz que os pagamentos da empresa aos seus associados continuam normalmente. 
"Eu penso que o nosso modelo [ de negócios ] não foi devidamente esclarecido. E eu até entendo a posição da Justiça. A gente não gosta, mas entende", afirma Bispo. "Vai ser a grande oportunidade de mostrar como [ a empresa ] funciona."
Empresa não tem aval para vender rastreador
A BBom informa ser o braço da Embrasystem que comercializa produtos e serviços oferecidos pela empresa por meio de marketing multinível – um modelo de varejo que premia os vendedores pelo desempenho de outros vendedores que atraem para a rede. O principal serviço, segundo Bispo, é o de rastreamento de veículos.
A juíza susbstituta da 4ª Vara Federal de Goiânia, Luciana Laurenti Gheller, porém, considerou que os pagamentos feitos a cada participante da rede "depende[ m ] exclusivamente do recrutamento feito por ele de novos associados", de acordo com nota divulgada no site do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A BBom cobra dos revendedores taxas de adesão que variam de R$ 600 a R$ 3 mil.
"Na verdade é um esquema de pirâmide disfarçado de venda de serviço de rastreador por satélite", diz Telho, da Procuradoria da República em Goiás. "Esse esquema da BBom, como era o da Telexfree , era disfarçado. Você ganha dinheiro não por comissão de venda de rastreador, mas por pessoa que você coloca [ na rede ]."
A juíza também apontou como evidência o fato de a Embrasystem não ter autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para comercializar os rastreadores de automóveis. O diretor da empresa afirma que o aval não é necessário.
"A empresa que presta o serviço de monitoramento não precisa de homologação, mas o equipamento, sim. Nós temos todas as homologações [ do rastreador ] feitas diretamente no fabricante."
Bispo afirma ainda que o faturamento da BBom  é composto da venda de rastreadores e, no longo prazo, dos serviços de monitoramento.
Segundo o procurador da República, o aumento expressivo no faturamento da BBom nos últimos meses também chamou a atenção.
"A empresa faturava R$ 300 mil no ano passado e em março [ de 2013 ] foram R$ 100 milhões. Uma coisa absurda", afirma.
Segundo o procurador, além da investigação que levou à liminar concedida nesta quarta-feira (10), um inquérito criminal será aberto para apurar a ocorrência de crime contra a economia popular, desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, crime contra o consumidor e a ordem econômica, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Em todo o Brasil, 13 são investigadas
A BBom já tinha se tornado alvo de investigação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN), que anunciou no último dia 2 a abertura de inquéritos contra seis empresas por suspeita de pirâmide financeira. 
Em todo o Brasil, 13 empresas são investigadas atualmente por suspeita de pirâmide, segundo Murilo Moraes e Miranda, presidente da Associaçao do Ministério Público do Consumidor (MPCon) e integrante do Ministério Público de Goiás (MP-GO).  Foi criada uma força-tarefa que reúne promotores e procuradores federais.
No dia 18 de junho, a Justiça do Acre suspendeu os pagamentos e bloqueou os bens dos donos da Telexfree , que informa comercializar pacotes de telefone por internet (VoIP, na sigla em inglês) por meio de marketing multinível. Os responsáveis também negam irregularidades e entraram com um mandado de segurança contra a decisão que, na última segunda-feira (8), manteve a suspensão .

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Franqueados da Telexfree protestam em Brasília

Eles fizeram uma manifestação, hoje (8), na capital, contra a decisão da Justiça do Acre que suspendeu as atividades da companhia no Brasil

Ivan Richard, da 
Wikimedia Commons
Esplanada em Brasília
Brasília: atuando no Brasil desde março de 2012, a Telexfree vende planos de minutos de telefonia voz sobre protocolo de internet (VoIP), que permitem ligações ilimitadas para 41 países por US$ 49 mensais.
Brasília - Franqueados da empresa norte-americana Telexfree fizeram uma manifestação, hoje (8), na capital, contra a decisão da Justiça do Acre que suspendeu as atividades da companhia no Brasil. Segundo a Polícia Militar, cerca de 400 pessoas interditaram duas faixas do Eixo Monumental no trajeto do Estádio Nacional Mané Garrincha até a Praça dos Três Poderes.
Nesta segunda-feira, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre negou o pedido de reconsideração dos advogados de defesa da Telexfree. O tribunal informou, por nota, que a decisão foi tomada pela unanimidade dos magistrados. Os manifestantes reclamam que estão sem poder receber por trabalhos prestados para a empresa Ympactus Comercial LTDA, responsável pelas atividades da Telexfree no Brasil, desde a decisão da juíza Thais Borges, no dia 18 de junho.
Atuando no Brasil desde março de 2012, a Telexfree vende planos de minutos de telefonia voz sobre protocolo de internet (VoIP), que permitem ligações ilimitadas para 41 países por US$ 49 mensais. A companhia é suspeita de praticar o esquema de pirâmide financeira, considerado crime contra a economia popular o que foi reforçado pelos magistrados do Tribunal de Justiça na decisão desta segunda-feira.
“Estamos impossibilitados de receber o nosso dinheiro porque a Justiça não deixa pagar”, criticou o organizador do movimento, Junior Multinível. Segundo ele, cerca de 1,5 milhão de pessoas, em vários estados, que têm franquia da empresa, estão sendo prejudicados.
“Todos que trabalham para a Telexfree estão satisfeitos, só queremos o direito de trabalhar”, apelou o franqueado da multinacional Denis Gonçalves. “Não somos empregados da Telexfree, somos divulgadores”, disse Ademir Alves dos Reis, que também tem uma franquia da empresa norte-americana.

Advogados da Telexfree entram com 



ação contra a decisão da Justiça


2ª Câmara Cível do TJ-AC indeferiu recurso feito pela empresa.
Advogado diz esperar decisão liminar ainda esta semana.

Yuri MarcelDo G1 AC
273 comentários
Roberto Duarte Advogado Telexfree (Foto: Reprodução/ TV Acre)Advogado diz que Telexfree espera resposta ainda
esta semana (Foto: Reprodução/ TV Acre)
Os advogados da empresa Telexfreeingressaram, na tarde de segunda-feira (8), com um mandado de segurança contra a decisão da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). Na manhã de segunda, os desembargadores negaram por unanimidade o pedido de reconsideração feito pela empresa para tentar derrubar a medida que suspende os pagamentos e as adesões de novos investidores.
De acordo com um dos advogados da Telexfree no Acre, Roberto Duarte, o mandado foi impetrado junto ao pleno do TJ-AC. Ele conta que os advogados esperam uma decisão liminar ainda para esta semana. "A situação é bem delicada então a gente tem que esperar. Estamos entrando com os recursos necessários. Impetramos um mandado de segurança contra a decisão da Justiça e agora vamos aguardar a decisão", salienta.
Entenda o caso
A atuação da empresa em todo o país foi suspensa por decisão da justiça acreana no dia 18 de junho, pela juíza Thais Borges. A Telexfree é suspeita de atuar em um esquema de pirâmide financeira, ilegal no Brasil. O desembargador Samoel Evangelista manteve a decisão ao indeferir o pedido de revisão de sentença, apresentado pelos advogados da empresa.

Desde então diversas manifestações foram realizadas em Rio Branco e em outras cidades do Brasil. Uma comitiva formada por divulgadores de São PauloRio de Janeiro,BahiaRondôniaMato GrossoCeará,Espírito SantoParanáRio Grande do Sul,Minas Gerais e Santa Catarina reuniu-se no dia 1 de julho na capital acreana para acompanhar o caso.

Na terça-feira (2) a ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve suspensas as operações da Telexfree. O tribunal não chegou a analisar o recurso da empresa Ympactus Comercial Ltda, operadora da Telexfree, por entender que ainda havia pendências para serem analisadas pelo Tribunal de Justiça do Acre.

Já no dia 4 de julho as promotorias de Defesa do Consumidor, de Defesa dos Direitos Humanos e do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco),  do Ministério Público do Acre (MP-AC), ajuizaram ação que propõe, entre outros pontos, o ressarcimento dos divulgadores da Telexfree por parte da empresa.

Dois dias depois, a juíza Thaís Borges determinou o desbloqueio das contas bancárias de duas empresas Wolrdschanger Intermediação de Negócios LTDA e Simternet Tecnologia da Comunicação LTDA, que fazem parte do grupo Telexfree. No entendimento da magistrada, as contas das empresas não fazem parte do processo em curso.

A última decisão judicial sobre o caso foi tomada pela 2ª Câmara Cível Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) que negou o pedido de reconsideração feito pelos advogados de defesa da Telexfree contra a medida que suspende os pagamentos e a adesão de novos investidores à empresa de marketing multinível.
Wagner reúne secretariado para alinhar ações do governo
Foto: Manu Dias/ GovBA
Titulares das pastas do Governo da Bahia têm reunião agendada, na manhã desta quarta-feira, com o governador Jaques Wagner. O encontro acontece no Centro Administrativo da Bahia, a portas fechadas, e tratará do alinhamento de ações da gestão. O petista fará, ainda, um balanço político-administrativo do período e dos principais programas do governo.

   
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) o Estatuto da Juventude, que trata de direitos e políticas públicas voltadas a jovens entre 15 e 29 anos. De acordo com a Agência Brasil, os parlamentares aprovaram a maior parte das alterações que vieram do Senado, mas mantiveram o transporte escolar progressivo a estudantes do ensino superior, e não apenas do ensino básico, e derrubaram a necessidade de selo de segurança para a Carteira de Identificação Estudantil. A relatora, deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), fez reformulações no texto para garantir uma versão consensual entre os parlamentares. Um dos pontos mantidos conforme o texto da Câmara é o que libera meia passagem a todos os estudantes entre 15 e 29 anos em viagens interestaduais, independentemente do motivo. “Nós estamos devolvendo o meio passe a todos os estudantes, porque a conjuntura política mudou”, declarou. Por outro lado, a Câmara aprovou o texto do Senado que mantinha a reserva de duas vagas gratuitas e outras duas com desconto de 50% para estudantes no transporte interestadual. O texto agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

   
Quarta, 10 de Julho de 2013 - 07:10

Senado contraria agenda positiva e rejeita reduzir número de suplentes

por Portal Terra
O plenário do Senado rejeitou nesta terça-feira (9) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz o número de suplentes dos senadores e impede a indicação de familiares à suplência. Eram necessários pelo menos 49 votos favoráveis para que o texto, de autoria do senador José Sarney (PMDB-AP), fosse aprovado, mas apenas 46 parlamentares aceitaram as novas regras. Pela proposta, os titulares do Senado teriam direito a um suplente, em vez de dois, e não poderiam indicar à vaga cônjuges ou familiares de até segundo grau. A votação da matéria foi alvo de críticas por parte dos suplentes em atividade por, segundo eles, não se tratar de um pedido feito durante as manifestações de rua. Nas atuais regras, em caso de vacância, o suplente assume o cargo até que o titular retome as atividades parlamentares ou até o fim do mandato. Pela proposta rejeitada nesta terça, a vaga seria ocupada apenas até as eleições seguintes – fossem elas gerais ou municipais –, ou seja, um máximo de dois anos.

   
Ivete teria participado do DVD de Naldo por imposição da gravadora
Uma notícia caiu como uma bomba no meio artístico na manhã desta quarta-feira (10). Após a gravação – bastante criticada – do DVD do funkeiro Naldo, eis que surge uma novidade quente. A cantora Ivete Sangalo não teria gostado nem um pouco de ter participado do registro. A informação causa estranheza, pois Ivete, simpática que é, sempre que pode e é solicitada participa de DVDs de diversos artistas como Saulo, Blitz, Luiz Caldas, Harmonia do Samba, Aviões do Forró, Luiza Possi etc. O caso de Naldo, ao que parece, foi diferente. Teria sido uma imposição da gravadora. Confira os detalhes na Coluna Holofote!

terça-feira, 9 de julho de 2013


Após ordem de Cardozo, PF 



investigará atuação da Telexfree


Empresa é suspeita de promover pirâmide financeira, prática ilegal.
Telexfree já responde a processo administrativo no Ministério da Justiça.

Felipe NériDo G1, em Brasília
158 comentários
Polícia Federal informou nesta segunda-feira (8) que irá abrir, ainda nesta semana, uma investigação para apurar as suspeitas de atividades ilegais da empresa Telexfree (Ympactus Comercial LTDA). A determinação foi encaminhada nesta segunda à PF pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A pasta já havia anunciado, em junho, a instauração de um processo administrativo contra a companhia.
Desde o início do ano, a Secretaria Nacional do Consumidor apura denúncias contra a Telexfree encaminhadas pelos Procons estaduais e pelo Ministério Público do Acre que apontam indícios de formação de pirâmide financeira, prática considerada crime contra a economia popular. O Ministério da Justiça também analisa a suspeita de ofensa ao Código de Defesa do Consumidor, como falta de boa-fé nas relações de consumo e publicidade enganosa.
Em entrevista ao G1 no final de junho, o advogado da empresa, Horst Fuchs, negou qualquer ocorrência de fraude ou prática de pirâmide financeira.
"Vamos nos defender e colaborar com todas as investigações, como sempre fizemos, para mostrar que o que a Telexfree faz não é pirâmide e sim marketing de rede", enfatizou o advogado". Já faz um ano que a empresa está sendo investigada, mas a questão é que não há no país uma legislação que trate de marketing de rede. Por isso, exortamos que o Congresso legisle sobre esta matéria", acrescentou.
A PF ainda não definiu qual de suas superintendências irá apurar as denúncias contra a Telexfree, porém, segundo a assessoria de imprensa da corporação, a investigação deve ter início no Espírito Santo, estado que seria a sede do grupo.
A Telexfree trabalha com a prestação de serviços de telefonia VoIP (por meio da internet). O modelo de trabalho da empresa considerado ilegal se baseia na venda de pacotes a "divulgadores", que compram e revendem contas e "recrutam" novos revendedores. Para tornar-se um divulgador, o interessado precisa pagar uma taxa de adesão e comprar os pacotes de contas, que custam a partir de US$ 289.
O revendendor convence outras pessoas a participarem, que também investem dinheiro, e proporcionam comissão a quem convidou. A divulgação é feita principalmente pela internet.

Justiça nega recurso e Telexfree continua proibida de operar

Do UOL, em São Paulo
A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre negou nesta segunda-feira (8) o recurso de defesa da Ympactus Comercial Ltda. (Telexfree) e manteve a suspensão de todas as atividades da empresa. A empresa é acusada de praticar o crime de "pirâmide financeira".
Com promessas de retorno expressivo em pouco tempo, os esquemas de pirâmide financeira são considerados ilegais porque só são vantajosos enquanto atraem novos investidores. Assim que os aplicadores param de entrar, o esquema não tem como cobrir os retornos prometidos e entra em colapso.
A Telexfree continua proibida de realizar novos cadastros de divulgadores, bem como está impedida de efetuar pagamentos aos divulgadores já cadastrados, até o julgamento final do caso, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.
De acordo com o TJ do Acre, haveria "urgência em paralisar-se crescimento da rede, como forma de evitar-se seu esgotamento consequentes prejuízos que poderá causar a um sem número pessoas".
Atuando no Brasil desde março de 2012, a Telexfree vende planos de minutos de telefonia de voz sobre protocolo de internet (VoIP na sigla em inglês), que permitem ligações ilimitadas para 41 países por US$ 49 mensais.
A empresa oferece dois tipos de contratos para divulgadores, um com ganho líquido de US$ 2.295,80 e outro com lucro de US$ 11.599. Além disso, o anunciante recebe US$ 20 a cada novo divulgador que conquistar para o primeiro plano e US$ 100 para o segundo.

Governo investiga atuação da empresa

A empresa também está sendo investigada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), da Secretaria Nacional do Consumidor (MJ), que instaurou no final de junho um processo administrativo contra a empresa por indícios de formação de pirâmide financeira.
Caso seja confirmada a violação aos direitos e garantias previstos no Código de Defesa do Consumidor, a empresa poderá ser multada em mais de R$ 6 milhões.