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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Governo do RJ gasta mais de R$ 780 mil com ato dos royalties


Informação foi confirmada pela assessoria do governo do estado.
Cerca de 200 mil pessoas participam do ato.

Do G1 Rio
A assessoria do governo do estado do Rio de Janeiro informou que foram gastos R$ 783 mil na manifestação chamada de "Veta, Dilma" que aconteceu nesta segunda-feira (26).

O dinheiro foi gasto com montagem de palco, estruturas de som e iluminação, aluguel de trios elétricos e contratação de pessoal, como seguranças, por exemplo.

200 mil pessoas participam do ato 
Cerca de 200 mil pessoas participam do ato dos royalties, no Centro do Rio de Janeiro. O balanço foi divulgado pela Polícia Militar, às 18h. Para reforçar a segurança na Avenida Rio Branco, onde acontece o protesto, a corporação colocou 340 homens na região.
A manifestação chamada de "Veta, Dilma" é contra o projeto de lei 2.565, que prevê a redistribuição dos royalties do petróleo. A estimativa é que se for sancionada, a lei fará com que o estado do Rio perca, já em 2013, R$3,4 bilhões em receita com royalties e participações especiais na exploração de petróleo. Até 2020, a estimativa é que a perda acumulada chegue a R$ 77 bilhões.
Tumulto e spray de pimenta
Público lota a Avenida Rio Branco no ato contra a nova distribuição dos royalties no Rio (Foto: Domingos Peixoto/ Ag. O Globo)Público lota a Av, Rio Branco no ato dos royalties no
Rio (Foto: Domingos Peixoto/ Ag. O Globo)
Por volta das 16h30, o governador Sérgio Cabral chegou à passeata, acompanhado da atriz Fernanda Montenegro, do governador do Espirito Santo, Renato Casagrande, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Assim que as autoridades chegaram houve um tumulto com um grupo de manifestantes, que são contrários à demolição do Maracanã e do Museu do Índio, na Zona Norte.
Os manifestantes quiseram falar com Cabral, mas foram impedidos pela segurança do governador. Houve confusão e policiais militares usaram spray de pimenta para dispersar o grupo.
Shows de funk e samba
Ao lado do governador Sergio Cabral e de outros políticos, a cantora Alcione cantou o Hino Nacional, no palco montado em frente à Câmara de Vereadores, na Cinelândia.
A artista foi a primeira a se apresentar na manifestação, por volta das 17h50. Segundo os organizadores, o evento terá os shows de Xuxa, dos funkeiros Naldo, Buchecha, Mc Koringa, além do cantor Belo e dos grupos Fundo de Quintal, Molejo, Bom gosto e Monobloco.
Xuxa em passeata dos royalties (Foto: Alexandre Durao) (Foto: (Foto: Alexandre Durao))Xuxa e Buchecha se apresentaram no palco montado no ato dos royalties (Foto: Alexandre Durão/G1)
Manifesto em Defesa do Rio
A cantora Fernanda Abreu subiu ao palco para ler o Manifesto em Defesa do Rio. O texto pede para a presidente Dilma vetar o projeto. O documento afirma que "o projeto que redistribui os royalties viola o pacto federativo e cria uma guerra sem vencedores".
O manifesto destacou que o "Rio atualmente vive um momento singular de desenvolvimento econômico após décadas de estagnação (...), sem os recursos dos royalties, projetos importantes ficarão comprometidos", diz o texto.
O funkeiro Naldo se apresenta no palco montado na Cinelândia  (Foto: Alexandre Durão/G1)O funkeiro Naldo se apresenta no palco montado na Cinelândia (Foto: Alexandre Durão/G1)
Cara-pintada e bandeiras
Desde o início da tarde, manifestantes com o rosto pintado de azul e branco, as cores da bandeira do Rio de Janeiro, lotam a Avenida Rio Branco. Muitos dos participantes vieram de cidades da Baixada Fluminense e do interior do estado, principalmente de Campos dos Goytacazes, Macaé e Quissamã, cidades que recebem grande parcela dos royalties.
Veta, Dilma (Foto: Isabela Marinho/ G1)Manifestantes estenderam faixa contra o governador Sérgio Cabral (Foto: Isabela Marinho/ G1)
O trem e o metrô ofereceram bilhetes, entre 13h e 15h, para os manifestantes. O retorno também será de graça nos trens da SuperVIa, na estação Central do Brasil, das 20h às 22h.
Jingle
Um jingle em ritmo de funk foi criado especialmente para a manifestação. A música-protesto “Veta, Dilma” foi gravada na sexta-feira (16) pela Furacão 2000 e teria sido um pedido do governador Sérgio Cabral.
A letra foi produzida pelo "pai do funk" Rômulo Costa, com criação do DJ Rick Joe.
Ela é interpretada pelos MCs Marcelly e Willian, do grupo "Os Novinhos" e tem a participação de Neguinho da Beija-Flor.
A atriz Fernanda Montenegro faz discurso durante ato dos royalties no Rio (Foto: Alexandre Durão/G1)A atriz Fernanda Montenegro faz discurso durante ato dos royalties no Rio (Foto: Alexandre Durão/G1)

Mulher morre após fazer cirurgia plástica em Governador Valadares


Dona de casa Alessandra Silva de 41 anos morreu após cirurgia estética.
Segundo médico, ela não apresentou problemas durante o procedimento.

Diego SouzaDo G1 Vales de Minas
Alessandra Fernandes Silva, 41 anos sonhava em fazer as cirurgias plásticas (Foto: Arquivo Pessoal)Alessandra Fernandes Silva, 41 anos, sonhava em
fazer as cirurgias plásticas (Foto: Arquivo Pessoal)
“Um sonho interrompido”, lamenta o comerciante Wilsirley da Silva. Ele era o marido de Alessandra Fernandes Silva, 41 anos, morta em decorrência de uma embolia pulmonar no Hospital São Vicente, em Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais.
Alessandra morreu na madrugada de domingo (25), após passar por alguns procedimentos cirúrgicos estéticos. “Ela deu entrada no hospital na manhã de sábado (24) para fazer duas cirurgias plásticas, de mama e abdome. Mas quando fomos visitá-la ela estava toda enfaixada. Havia feito ainda procedimentos cirúrgicos nos lábios, nariz, rosto e nádegas. Acho estranho tantas intervenções de uma única vez”, diz Wilsirley.
Wilsirley Silva mostra o guarda roupa e afirma que a mulher era vaidosa (Foto: Diego Souza)Wilsirley Silva mostra o guarda roupa e afirma que
a mulher era vaidosa (Foto: Diego Souza / G1)
Durante a noite de sábado, Alessandra fez contato com a mãe por telefone. Segundo Eva Fernandes de Lima, a filha havia consultado outro médico que se recusou a fazer a cirurgia plástica. “O médico disse que ela estava muito ansiosa e que não faria as plásticas porque poderia haver risco. Ela estava preocupada comigo, queria saber se eu estava tomando os meus remédios direito. Terminou a ligação dizendo que me amava muito”, lembra Eva Fernandes.
As complicações teriam começado depois da aplicação de um medicamento na paciente. “Ela estava bem, mas reclamava de algumas dores e que não conseguia dormir. Foi então que aplicaram um medicamento no soro e ela começou a passar mal. A notícia da morte dela pegou todos nós de surpresa”, afirma a mãe de Alessandra.
Casada há 18 anos e mãe de quatro filhos, a dona de casa sonhava com as plásticas. “Era um sonho dela, ela queria muito, mas não precisava, minha esposa era muito linda”, diz Wilsirley.
Embolia pulmonar
Em nota enviada no início da noite desta segunda-feira (26), o médico Wander Pinto, responsável pelas cirurgias em Alessandra, diz que “segundo informações recebidas via telefone, apos necrópsia, o laudo médico pericial fez o diagnóstico de embolia pulmonar a ser confirmado posteriormente através de exames complementares a serem realizados em Belo Horizonte”.
Essas complicações são causadas quando um coágulo de sangue se desprende e vai até o pulmão, o que impede a respiração do paciente. A ocorrência desta complicação é rara, mas é uma das causas de morte durante cirurgias plásticas. O paciente pode não saber que tem trombose, um dos fatores que causam a embolia durante a cirurgia.
Hospital São Vicente em Governador Valadares (Foto: Diego Souza)Hospital São Vicente em Governador Valadares
(Foto: Diego Souza / G1)
Tempo da ação
Na mesma nota, o médico detalha o tempo de cada ação até a morte de Alessandra. De acordo com Wander Pinto, a paciente foi submetida a cirurgia de dermolipectomia abdominal e mastoplastia de aumento com inclusão de silicones, por via abdominal.
“O tempo cirúrgico foi de aproximadamente quatro horas, sem qualquer intercorrência. A paciente recebeu a visita médica às 23h30, quando foi medicada para dor. Ela estava lúcida e clinicamente estável, com funções vitais normais”, diz o médico;
Durante este período, o médico afirma que estava presente, verificou a evolução clínica e conversou com a paciente durante todo o período. Após 20 minutos da medicação retirou-se, teria orientou a equipe de enfermagem quanto aos cuidados de rotina e foi embora do hospital às 23h58.
O cirurgião plástico termina a nota dizendo que por volta das 0h50 recebeu em casa o comunicado de que Alessandra estaria passando mal.

“Em aproximadamente três minutos a equipe iniciou os procedimentos cabíveis à emergência e à tentativa de ressuscitamento da paciente. A mesma foi levada ao bloco cirúrgico com ajuda da equipe de enfermagem, continuado o procedimento de rotina para a condição de emergência, solicitado a presença do anestesista e da equipe do SAMU. A paciente entrou em quadro de medriase fixa bilateral sem responder aos medicamentos. Junto com o colega do SAMU caracterizou-se o quadro de óbito”.
O delegado do CRM em Valadares diz que o caso será apurado (Foto: Diego Souza)O delegado do CRM em Valadares diz que o caso
será apurado (Foto: Diego Souza / G1)
Apuração
Alessandra Fernandes Silva foi enterrada na tarde de domingo (25). O delegado do Conselho Regional de Medicina em Valadares, Márcio Rezende garante que o caso será apurado.
"Sempre que tomamos nota de casos desse tipo é aberto um processo de apuração. Vamos averiguar a conduta do médico e as condições da morte. Pode acontecer dois casos, erro médico ou um mau resultado. Se comprovado erro médico, falha do médico, o profissional é punido, mas se for um mau resultado, algo adverso que pode acontecer a qualquer médico, não há punição. Por isso, precisamos apurar", explica Márcio Rezende.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Corregedor nega fechamento de varas de lavagem


Corregedor-geral da Justiça Federal, João Otávio de Noronha

Corregedor-geral da Justiça Federal, João Otávio de Noronha

corregedor-geral da Justiça Federal, João Otávio de Noronhadescartou a possibilidade de pôr fim às varas especializadas no crime de lavagem de dinheiro. "Não se cogita extinção das varas especializadas", afirma o corregedor. "As varas foram instaladas pela absoluta necessidade de a Justiça Federal se aparelhar adequadamente para julgar os crimes da espécie,merecem atenção especial pela repercussão que esse tipo de ilícito causa ao erário."
As declarações são uma reação às versões de que o Conselho da Justiça Federal estuda acabar com a especialização. Para Noronha, o modelo atual precisa passar por avaliação. "A política de combate à lavagem é prioridade absoluta. É de boa gestão que, de tempo em tempo, as estruturas e os órgãos sejam cuidadosamente avaliados. São esses estudos que deverão instruir as decisões da Corregedoria." (Agência Estado)
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